Vermelho fogo, de um ruivo intenso e profissional, era seu cabelo volumoso. Vermelho escarlate, o vestido justo que lhe moldava as formas do corpo. Vermelho rubi, o batom que avolumava os lábios entreabertos. Vermelho carmesim, o sapato de verniz lustroso ao lado do corpo inerte como uma marionete no chão.
Vermelho quente e viscoso escorria do buraco de bala em seu peito.
(Miniconto produzido na Oficina de Criação Literária ministrada por Marcelo Spalding no UniRitter no segundo semestre de 2007.)
(Miniconto produzido na Oficina de Criação Literária ministrada por Marcelo Spalding no UniRitter no segundo semestre de 2007.)
Um comentário:
Gosto que me enrosco de gente assim, ousada, que não tem medo das construções e das faltas de sentido ou, se tem medo, dribla com elas, atira pra valer, apara-as no peito. Assim fez Rosa no ir e vir dos bons solavancos das palavras, Pessoa com suas múltiplas pessoas. Mas isso ainda diz pouco, Caetano já deu o tom, agora é pra valer.
Vai, Vicent, "vau do mundo é a coragem." É com a arte que a vida se enfeita, se enfeia e se (des)enovela...
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