Imagem da internet

Letras na Sopa

Eis que! Cá estamos eu, eu mesmo e outros eus, não bem aqui, mas assim de lado, de refúgio ou refluxo de ideias, por graça e força de muitos uns e zeros, na aparente essência de letras, acentos, pontuações e espaços num ensopado virtual.

Chego sem pedir licença nem permissão, apenas por ocasião de. E vou tentando navegar o rio de sons e imagens que corre dentro de mim, fluindo por entre tempos, brechas, sustos e sopros, numa espiral rumo a uma galáxia distante cujo centro está no meio do peito.

Obscuro? Não, apenas um arroubo poético, quase patético, para afinar o tom. Quem quiser ler, quiçá. Qui sait? Não prometo assiduidade, simpatia ou samba-no-pé. Apenas expressão de desejos literários: ler, ter, vários. A quem abrir esta página, um pedido: se gostar, comente e recomende; se não gostar, poetize.


Vicente Saldanha

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Rompimento

Ela bate a porta; um fiapo de "vou embora!" ecoando no apartamento. O elevador no térreo. Resolve descer as escadas. No primeiro degrau, o salto quebra e a dor insuportável. Sentada no chão, as lágrimas lhe rasgam. Um barulho na porta – sobressalto. Mas é a fechadura sendo trancada.
Quando o elevador finalmente chega, ela sabe, mancando, que agora tem destino: o pronto-socorro.

(Miniconto escrito na Oficina de Criação Literária ministrada por Laís Chaffe no UniRitter no primeiro semestre de 2008.)

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