Sou um vira-latas da Via Láctea,
corro atrás de caudas de cometas,
reviro asteróides rodopiantes,
me abrigo em buracos negros,
me escondo no lado escuro de luas cheias.
Abano o rabo para as estrelas,
uivo para luas novas
e mijo em planetas para marcar terreno.
Coço minhas pulgas estelares,
e as espalho em constelações,
farejo nebulosas e fujo de supernovas.
Cão sem dono e sem estirpe,
não orbito planeta algum:
me aqueço ao sol da meia-noite
e rolo na poeira das estrelas.
Rosno para nebulosas previsões,
pois perdi meu signo numa estrela cadente
atrás de Cão Menor.
Solto gases estelares
em flatos atômicos.
Meus átomos são isótopos;
meu olhar, raios X.
Farejo meu caminho
enquanto viro latas.
Espanto a Noite com meu latido,
vagueio sem mapas:
aqui e agora, meu destino.
sábado, 13 de março de 2010
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