Imagem da internet

Letras na Sopa

Eis que! Cá estamos eu, eu mesmo e outros eus, não bem aqui, mas assim de lado, de refúgio ou refluxo de ideias, por graça e força de muitos uns e zeros, na aparente essência de letras, acentos, pontuações e espaços num ensopado virtual.

Chego sem pedir licença nem permissão, apenas por ocasião de. E vou tentando navegar o rio de sons e imagens que corre dentro de mim, fluindo por entre tempos, brechas, sustos e sopros, numa espiral rumo a uma galáxia distante cujo centro está no meio do peito.

Obscuro? Não, apenas um arroubo poético, quase patético, para afinar o tom. Quem quiser ler, quiçá. Qui sait? Não prometo assiduidade, simpatia ou samba-no-pé. Apenas expressão de desejos literários: ler, ter, vários. A quem abrir esta página, um pedido: se gostar, comente e recomende; se não gostar, poetize.


Vicente Saldanha

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Vingança

Ultimamente o espelho anda de mal comigo. Não me faz elogios, agrados ou cumprimentos. Só me denuncia olheiras, rugas e cabelos brancos. Comenta meu ar cansado, ri do meu sorriso amarelo, debocha do meu penteado, desvia o olhar do meu. Aí abro o chuveiro bem quente e deixo o espelho ficar todo embaçado, só de birra. Tiro-lhe a única coisa que não pode me negar: o reflexo dos meus dias.

3 comentários:

Roberto disse...

Ótimo o teu blog, Vincent. Pretendo acompanhá-lo.
Abração.

Andréia disse...

bem feito pra este espelho bobo.

Werner A. Alves disse...

O espelho te arrancou poesia, não te vingas, não!